Como mais uma entre as milhares de mulheres normais do mundo, estou pra lá de interessada no novo “movimento” do mundo da moda. O negócio agora é evitar o uso mágico do Photoshop na criação de beldades barbéticas (adj. fm, relativo à boneca Barbie) nos editoriais e capas de revistas. Afinal, modelos são mulheres, certo?
Segundo matéria da revista Época desta semana, após passarem os últimos anos abusando da manipulação de imagens para criar “supermulheres”, os profissionais de moda e beleza reconhecem que cometeram excessos. A onda agora é defender a volta da beleza natural, fazendo, no máximo, intervenções discretas para cobrir pequenas manchas ou espinhas, mas que “não deixem as modelos parecidas com criaturas sintéticas, verdadeiros ‘objetos de marte’, como as descreveu o fotógrafo alemão Peter Lindbergh”.
Ainda segundo a revista, em abril algumas atrizes e modelos brasileiras deram os primeiros sinais de que a tendência pegará por terras tupiniquins: Luiza Brunet, Isabeli Fontana, Raquel Zimmermann e Marcele Bittar posaram – sem maquiagem ou retoques pós-produção – para a exposição Mulheres de Verdade, exibida no Rio. Eu achei o máximo ver manchinha de espinha, cicatriz e ruguinhas em algumas das mulheres que geralmente surgem nas revistas como perfeitas – e isso não por inveja, mas por satisfação de saber que elas são como nós: normais. Isso sim é modelo.

E claro, o movimento começou na Europa. Esse mesmo cara, o alemão Peter Lindberg, foi quem fez as alardeadas capas da Elle francesa – publicadas entre abril e maio deste ano –, que trouxe ninguém menos que Mônica Bellucci (pra mim, uma das mulheres mais lindas do cinema) e Eva Herzigova entre outras, todas lindas e sem retoques, do jeito que acordam pela manhã.

Não que eu seja suuuuper formadora de opinião, mas apóio.
E viva a beleza naturaaaaal!
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